7 de abril de 2012

Alterações fisiológicas na gravidez.


       A gravidez é um tempo de imensas alterações musculoesqueléticas, físicas e emocionais e, ainda assim, uma condição de saúde. A gravidez, que dura 40 semanas desde a concepção até a expulsão, é dividida em três semestres. Ocorrem alterações característica durante cada trimestre. Ocorrem alterações  consideráveis no corpo da mulher à medida que a gravidez progride.

No sistema urinário os rins aumentam de tamanho em cerca de 1 cm.

Maior chance de desenvolver infecções no trato urinário. Por que?
Os ureteres entram na bexiga em ângulo perpendicular devido ao alargamento do útero. Isso pode resultar em refluxo de urina para fora da bexiga e de volta para o ureter; portanto, há uma maior chance de estagnação urinária. 

No sistema respiratório a frequência respiratória não se altera, mas a intensidade da respiração aumenta. Há um aumento de 15 a 20% no consumo de oxigênio.

No sistema cardiovascular, podemos ressaltar o aumento progressivo do volume sanguíneo
35 a 50% (1,5-2 litros) e retorna ao normal com cerca de 6 a 8 semanas após o fim da gradidez.
Acontece a “anemia fisiológica”, pois o aumento do plasma é maior do que o de hemácias. O volume aumentado do plasma ocorre em decorrências de estimulação hormonal para suprir as demandas de oxigênio da gravidez.
A pressão venosa nos membros inferiores aumenta.

No sistema musculoesquelético podemos ressaltar a influência hormonal nos ligamentos. Ocorre  hipermobilidade articular como efeito da frouxidão ligamentar. Por isso as grávidas estão predispostas a lesões articulares e ligamentares, especialmente nas articulações que sustentam o peso na coluna, na pelve e nos membros inferiores.

Durante a gravidez é necessário um aumento de 300 quilocalorias por dia para suprir as necessidades metabólicas básicas. Ganho de peso : 11 a 12kg

Vale ressaltar as alterações posturais e de equilíbrio no período gestacional. Com a mudança do centro de gravidade que desloca-se para cima e para frente devido ao alargamento do útero e das mamas. O corpo gera compensações posturais para dar equilíbrio e estabilidade.


Referências:
KYSNER, C. COLBY, L. A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas – 4 ª ed -  Barueri; Manole, 2005.



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